Carta Mensal - Eletrônica

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20 de julho de 2010

Correção fraterna

Eu não me canso de elogiar as maravilhas que as ENS fazem para nós equipistas, mas também devemos ficar sempre alertas. Digo isso porque como humanos e pecadores que somos, eventualmente podemos ter alguns problemas em nossas equipes. É claro que, às vezes, temos muito mais problemas imaginários do que reais. Entretanto, em algum momento de nossas vidas teremos decepções, inclusive com nossos melhores amigos.

A convivência entre pessoas, às vezes, gera atritos, e o antídoto para isso é o diálogo, numa correção fraterna.

A correção fraterna não é uma invenção, nem dos homens nem das ENS, mas ensinamento de Deus desde o Antigo Testamento, como no livro de Samuel, quando o profeta Natã corrigiu o Rei David.

A correção fraterna é uma bênção de Deus, pois a fazemos para o bem, para ajudar pessoas que muito amamos.

Em contrapartida, quem recebe a correção, deve estar de coração aberto, pois quem não consegue receber uma correção fraterna ainda não entendeu o espírito cristão. “O que odeia a repreensão segue as pegadas do pecador” (Eclo 21,6). Quem ama a Deus recebe com alegria a correção. “Aquele que teme ao Senhor aceita a correção” (Eclo 32,14).

Na prática, como fazer a correção fraterna:

Em particular, quando o erro for cometido em particular: “Vai e corrige-o a sós” (Mt 18,15).
Pública, se a atitude errada for pública.
Com caridade, com calma, sem ira, antes com suavidade.
Com compreensão e delicadeza, com conhecimento das limitações da pessoa.
Com humildade, falar sem ofender, sem humilhar, pois também nós precisamos de ajuda.
Com prudência, procurar um momento propício, verificar as circunstâncias pelas quais a pessoa está passando.
Por outro lado, quem recebe uma correção fraterna deve ter a humildade de aceitar com serenidade as palavras do irmão que o corrige, e ser-lhe-á agradecido, porque ele deseja o seu bem. Receberá a correção em silêncio, sem retrucar, com alegria de coração, pois a pessoa que nos diz nossos erros é alguém que se interessa por nós e se preocupa conosco, uma dádiva de Deus para nós, lembrando que ele cumpre um preceito evangélico: “Se teu irmão pecar, repreende-o” (Lc 17,3). Como equipistas, preferencialmente, resolveremos os problemas dentro da própria equipe. Nunca esquecer, como nos recomendam os textos sagrados (Cf. Eclo 19,17;Gl 2,11;6,1;1Ts 5,14;1Tm 5,1-2), que toda palavra corretiva dirigida a um irmão deve vir carregada de bondade.

Contudo, a melhor correção fraterna é o nosso testemunho, a exigência de atitudes que fazemos a nós mesmos, tendo presentes as palavras de Jesus Cristo que lemos em Mt 7,1-5.

A correção fraterna só é admitida na caridade e, para nós, na mística da ajuda mútua. É fácil derrubar uma árvore. Fazer germinar a semente e crescer a árvore exige cuidados e leva tempo. Mais importante que apontar defeitos é indicar caminhos, ajudar o irmão a crescer, sinalizando-lhe maneiras de conquistar virtudes.

Donizeti da Silvia
Eq. Madre de DEUS - Setor B - Mogi das Cruzes/SP

www.ens.org.br

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